Descrição
Vivemos um momento de exponencial aumento da violência contra a mulher no Brasil e no mundo. Casos de assédio, estupro e feminicídio crescem de forma expressiva, mesmo diante da criação de leis de enfrentamento e agravamento das punições para essas condutas. Os dados se tornam ainda mais alarmantes quando se observam as interseccionalidades de contexto social, econômico e racial em que as mulheres estão inseridas. Como as leis punitivas e as políticas públicas analisadas, por si só, não têm conseguido reduzir essa violência, torna-se necessário voltar o olhar para outro fator: a educação e os diversos processos de socialização do indivíduo. Parte-se da premissa de que o indivíduo é um ser histórico e social, modificante e modificado pelo ambiente em que se insere. Assim, identificar os elementos presentes no processo de socialização, bem como os padrões que reproduzem concepções inferiorizantes da mulher, e buscar modificá-los, constitui passo essencial para a mudança da cultura social e para a consequente redução da violência contra a mulher. Este trabalho propõe o estudo dos diversos processos de socialização implementados desde o nascimento do indivíduo, formais e informais mídia, religião, escola, dentre outros, e das consequências deles, inclusive na construção da identidade da mulher e do sentimento de pertencimento social, com o objetivo de identificar padrões reducionistas de gênero que possam ser revistos socialmente. Além disso, analisa políticas públicas implementadas no Brasil no século XXI e os resultados delas, finalizando com um estudo acerca da forma como o assédio sexual tem sido enfrentado.






Avaliações
Não há avaliações ainda.