Descrição
A Separação Emocional e a Nova Identidade Após um rompimento amoroso poderá ocorrer um período de transição, marcado por emoções e sentimentos que ainda lhe mantem conectada(o) a/ao ex-parceira(o). Mas até quando seria saudável e produtivo? Essa transição é vivida pelo que chamamos de separação emocional ou divórcio emocional e que sem esta ocorrer, não há o desligamento e desfazimento dos laços da parceria que existiu e agora pedem uma nova configuração de vida pessoal na trilha da nova identidade. Havendo filhos, a configuração familiar permanece, porém numa configuração diferente, tornando-se uma pessoa com filhos concomitante tais filhos receberão também a influência da(o) outra(o) laço parental, permanecendo ligados pelo vínculo de continuidade que segue neste vinculo, no caso mãe e pai. Isso nos mostra que os laços parentais permanecem e que o laço conjugal foi finalizado. E ao se encontrar ainda ligada(o) à/ao ex-parceira(o) acabam entendendo que determinados atos, condutas e comportamentos ainda estejam conectados à sua pessoa e permanecendo numa interação onde muitas decisões e atitudes são entendidas como ataque, razão de mais decepções, ressentimentos, cultivando raiva, ódio e até em alguns desejo de vingança, estados de depressão e desesperança com a vida e com a crença abalada de que vínculos amorosos funcionem. Tornando-se pessoas reativas que permanecem respondendo a este estímulo sendo que o vínculo conjugal não mais existe. A não separação emocional de um casamento que existiu ocasiona desassossego e um estado confusional como se sua vida tivesse perdido a finalidade para alguns, enquanto para outros podem ser motivo de fechamento e uma espécie de luto permanente como quem não encontra mais soluções para sua vida. Vivem, portanto, um prolongamento da sua dificuldade de adaptação na nova perspectiva de vida assumida agora. A permanência nesse estado trás muitas consequências danosas à pessoa; primeiramente em razão de viver numa referência que já mais não existe, segundo por comprometer o encaminhamento da própria vida da forma como preferir e ir consolidando uma continuidade de vida, terceiro, que em razão de decisões de separação como solução para uma convivência que não mais funcionava, a pessoa desenvolve boicotes aquilo que ela própria aceitou, a separação. A elaboração do divórcio emocional passa pela quebra também desta sabotagem, pois ao viver o abalo das mudanças, entende emocionalmente de forma equivocada, que falhou ao invés de ter feito uma correção, um ajuste, que não será mais feliz na vida, e que a partir de agora sua vida acabou pois não mais é casada(o), esquecendo-se de articular as questões que fizeram chegar à decisão pela separação ainda que tenha sido unilateral. Acabam sendo a manifestação de recusa em processar internamente aquilo que ruiu, finalizou. É a elaboração do luto, da perda do que parte de você foi um dia, das decisões, entregas e trilhas de convivência que tiveram uma finalização. Sendo natural viver o luto e as fases que decorrem disso até sua adaptação ao invés de se entregar a um mar de culpas ou minimização do que vivia para poder permanecer na própria sabotagem que faz ao prosseguimento de sua vida frente à mudança. Haverá dor e sofrimento: sim! Haverá alívio e solução de algumas dificuldades? Sim! Haverá um caminho verdadeiro de um processo rumo à nova identidade, que até passará pela dor mas evoluirá para outras etapas que te direcionam à nova identidade.






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