Descrição
A coleção Diálogos Imortais apresenta uma das obras mais belas e complexas da filosofia grega: O Banquete, de Platão. Escrito entre 385 e 370 a.C., o diálogo reúne alguns dos maiores espíritos de Atenas em uma celebração da palavra e do pensamento, onde o tema central é o amor Eros, força divina que move o ser humano em direção à beleza e à sabedoria. Nesta edição bilíngue (gregoportuguês), anotada e com acabamento de luxo, o leitor encontra a tradução inédita de Bruno Gripp, com notas de Leonardo T. Oliveira, e projeto gráfico assinado por Lucas G. G. de Macêdo e Vicente Pessôa. Estrutura da obra O volume apresenta o texto integral de O Banquete, acompanhado de notas explicativas, glossário e introdução crítica. A edição inclui ainda um infográfico da escada do amor de Diotima (210e211a), referências visuais e cronologia do contexto ateniense. Autor: Platão (427347 a.C.) Tradução: Bruno Gripp (UFF) Edição e notas: Leonardo T. Oliveira Revisão: Tomás Lemos Amaral e Nelson Carvalho Neto Projeto gráfico: Lucas G. G. de Macêdo e Vicente Pessôa Envio: Novembro Conteúdo filosófico Em uma noite na casa do poeta Agatão, após uma vitória teatral, sete convidados Fedro, Pausânias, Erixímaco, Aristófanes, Agatão, Sócrates e Alcibíades fazem discursos em louvor a Eros, o deus do desejo e da criação. Cada fala oferece uma visão singular do amor: Fedro o celebra como força heroica; Pausânias distingue o amor vulgar do amor celeste; Erixímaco o entende como princípio cósmico de harmonia; Aristófanes propõe o mito dos andróginos, símbolo da busca pela metade perdida; Agatão exalta a juventude e a beleza de Eros; Sócrates, guiado pelo ensinamento de Diotima, revela o amor como caminho de ascensão espiritual do desejo sensível à contemplação do Belo absoluto. Por fim, Alcibíades irrompe com um elogio apaixonado a Sócrates, que encarna o verdadeiro Eros filosófico. Importância filosófica O Banquete é um marco da filosofia ocidental. Nele, Platão transforma o amor em princípio ontológico, mediador entre o sensível e o inteligível. A escada do amor descrita por Diotima mostra como o desejo humano pode elevar-se da beleza física à Beleza em si o autò tò kalón, Forma eterna e fonte de toda virtude. Essa síntese entre desejo e razão faz de O Banquete uma meditação sobre o poder transformador do amor e sobre a própria vocação da filosofia: ascender do mundo terreno à contemplação do eterno.






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